Autor: Ramon

Atenção: Seu HD pode ser destruído em 5 segundos!

Seu HD será destruído em 5 segundos!

O que você faria se estivesse realmente nessa situação? Estaria tranquilo ou desesperado?

A situação descrita no título é mais comum do que imaginamos, e pior: você não toma conhecimento 5 segundos antes de acontecer. Quando você percebe, já aconteceu! Duvida? Já vi várias pessoas se lamentado após terem computadores (não apenas os convencionais, mas também celulares, tablets etc.) roubados, extraviados ou danificados, não pelo equipamento em si, mas pelos dados armazenados ali, tais como: contatos, trabalhos, documentos importantes e até informações sigilosas.

Informações sigilosas são um caso à parte, já que o grande problema não é perder os dados, mas outras pessoas terem acesso a eles. Para isso, algumas versões de sistemas operacionais nos dão a opção de criptografar os dados armazenados, de forma que só possam ser lidos por usuários autorizados. Existem, ainda, tecnologias que apagam seus dados ao detectarem tentativas de acesso não autorizado (sim, isso existe na vida real, e não só nos filmes).

No caso de ter o disco danificado, dependendo do dano, há profissionais especializados capazes de recuperar parte ou até todos os dados. O preço cobrado por esses profissionais pode parecer alto, mas certamente é mais baixo do que o preço de refazer meses, ou até anos de trabalho.

Mas a melhor prática para evitar esse tipo de transtorno é manter backup de seus arquivos importantes. O termo em português para a palavra backup é “cópia de segurança”. Portanto, uma pasta no próprio computador com o nome “Backup”, para onde você copia seus arquivos não é, de fato, um backup, mas apenas uma cópia sem segurança. O backup de verdade deve ser armazenado em local fisicamente distinto dos arquivos originais. Lembra do nosso post“Para gastar menos você precisa gastar um pouco”?.

A ideia aqui é exatamente essa: você precisa gastar um pouco de tempo e dinheiro para não ser apanhado de surpresa nas situações citadas no início. Listei aqui algumas soluções práticas para backup, por ordem crescente de custo financeiro:

  • Backup em nuvem – existem inúmeros serviços disponíveis que nos permitem manter arquivos em servidores na Internet. A maioria disponibiliza um bom limite gratuito de armazenamento. Mesmo tendo que pagar por uma capacidade de armazenamento maior, essa solução é bastante vantajosa por ser on-demand (você paga pelo que usar), e pelo fato de os seus arquivos estarem disponíveis para você em qualquer lugar que tenha conexão com a Internet. É a solução mais apropriada para dispositivos móveis (celulares, tablets etc).
  • HD externo – são muito práticos. Hoje em dia, os melhores hds externos são bastante leves e não precisam de alimentação externa: são alimentados pelo próprio USB. Possuem grande capacidade de armazenamento e ficam mais baratos a cada ano que passa (esse fenômeno será explicado mais adiante).
  • Flash drive – sim, o famoso pen drive é mais caro que um HD externo. Isso se dá pelo fato de a forma de armazenamento das duas soluções serem diferentes. O HD é um disco magnético (não estou considerando SSD) enquanto o pen drive armazena os dados em memória flash, que é uma tecnologia bem mais cara (e com melhor desempenho) que os discos magnéticos. Em uma pesquisa rápida pela Internet encontrei um pen drive de qualidade com 128 GB por US$139,99. Encontrei também um HD externo de qualidade com 3 TB (equivalente a 3072 GB) por US$129,99. Fazendo as continhas, concluímos que o pen drive custa aproximadamente US$1 por GB, enquanto o HD externo custa US$0,04 por GB.
  • Storage – é basicamente um HD (ou um conjunto deles) gerenciado, que você pode conectar diretamente à sua rede para que vários usuários tenham acesso. Pode ser capaz de gerenciar usuários, fornecendo cotas limitadas para cada um, dentre várias funcionalidades oferecidas, que variam de acordo com o fabricante. É mais recomendado para empresas ou situações que envolvem mais de um usuário.

Mencionei acima que os HDs externos estão cada vez mais baratos. Mas por que? Chris Anderson, em um de seus best-sellers, “Free: grátis: o futuro dos preços”, explica o fenômeno do grátis no mundo digital, o porquê de pagarmos cada vez menos por serviços virtuais. Além das estratégias comerciais envolvidas no fenômeno, uma das causas é explicada pela “profecia” de Gordon Moore, co-fundador da Intel, que ficou conhecida mais tarde como Lei de Moore.

Ele dizia que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100% a cada 18 meses, pelo mesmo custo. Em outras palavras, a cada 1 ano e meio, o custo de fabricação de um mesmo processador cairia pela metade. Anderson complementa: “O armazenamento de disco rígido está melhorando ainda mais rapidamente: o número de bytes que podem ser salvos em determinada área de um disco rígido dobra mais ou menos a cada ano…”.

Mais uma dica: é importante não carregar o HD externo ou o pen drive junto com o computador. Lembre-se que o backup deve ficar fisicamente separado dos arquivos originais. Guarde-o em um local seguro e mantenha-o atualizado sempre que puder!

Não pretendo esgotar o assunto com esse post. Existem inúmeras outras práticas de backup para evitar os transtornos citados. O que você tem feito? Comente!

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Presidente da AL anuncia comissão especial da dívida com a União

Presidente da AL anuncia comissão especial da dívida com a União

A instalação de uma Comissão Especial para debater a renegociação da dívida de Minas com a União foi anunciada oficialmente, nesta segunda-feira (07/11), pelo presidente da Assembleia Legislativa , deputado Juca Coutinho (MDB).

O anúncio foi feito ao final do café parlamentar que discutiu alternativas de renegociação desta dívida, com a participação, entre outras autoridades, do secretário de Estado da Fazenda, Leonardo Colombini, e da secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena. “É preciso buscar alternativas para a renegociação da dívida do Estado para com a União. A atitude do Governo Federal mais se parece com a de um agiota e é inaceitável”, frisou Arantes.

O parlamentar ressaltou que, enquanto o Estado pagou, em 2010, R$ 8 bilhões de juros e amortizações ao Governo Federal, investiu quantias bem menores em áreas de suma importância para o desenvolvimento do Estado: aproximadamente R$ 6 bilhões em Segurança Pública, R$ 5 bilhões em Educação e R$ 1,5 bilhão em Transporte.

A Assembleia já instalou uma Frente Parlamentar, em agosto, e fez o lançamento de uma proposta de revisão em nome do Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas, em junho. “Nós, parlamentares, temos a responsabilidade de atuar junto ao Governo de Minas para que o Estado possa investir mais em benefício dos mineiros ao invés de gastar boa parte dos seus recursos com o pagamento dessa dívida descabida”, protestou Arantes.

O problema da dívida pública de Minas foi exposto, de forma detalhada, pelo economista João Carlos Miguelin, assessor da presidência da AL. A dívida pública de Minas está hoje em R$ 64
bilhões, dos quais R$ 54 bilhões com a União.

O parlamentar destacou que o comprometimento da receita do Estado com o pagamento da dívida vem limitando sua capacidade de investimentos. “Esperamos que o compromisso assumido pela presidenta Dilma Rousseff, de renegociar a dívida dos Estados até o final do ano, seja cumprido.

Minas precisa de receita para investir em diversas áreas como Educação, Saúde e Segurança Pública e não pode prosseguir com o orçamento engessado dessa forma”, protestou Antônio Carlos.

  • Também participaram do café parlamentar, entre outras autoridades, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ernesto Braga;
  • O conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Sebastião Helvécio;
  • O presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito de Santana do Mato Grosso, Leomar Nunes;
  • O diretor de Relações Internacionais da União Nacional dos Estudantes, Mateus Malta;
  • Além de representantes sindicais e acadêmicos. Deputados federais e cerca de 20 deputados estaduais estavam presentes.

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